domingo, 24 de novembro de 2013

TUÍTES DA DISCÓRDIA

sábado, 2 de novembro de 2013

Finados


A saudades dos meus queridos que já se foram,  me fez lembrar  esse texto de Dezembro de 2009 e falar...




Da morte
Como compreendê-la?

Se a morte do desconhecido causa horror, 
a do amigo, do ente querido dor, temor…
No entanto, ambos cumpriram seu caminho. 
Nosso caminho…

Como compreendê-la?

Sem entender a semente, que um dia enfeitou o alto da floresta e 
agora joga-se na terra, buscando seu destino.
Nosso destino…

Como compreendê-la?

Sem olhar as estrelas no céu e nos reconhecer na sua luz.
Nossa luz…

Como compreendê-la?

Se não, abrindo nossos corações para a verdade de que, assim como as sementes e estrêlas, temos conhecimento do mistério: Vida e morte fazem parte da mesma estrada, e 
entregando o corpo à terra , libertamos o espírito para voar em busca do Criador.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Outubro Rosa na Arena

Arena do Grêmio apoia movimento Outubro Rosa, iluminação chama a atenção de quem passa.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Baseados na obra de Érico Veríssimo












O Tempo e o Vento [Trailer Oficial] [HD]

Um filme de Jayme Monjardim (Estréia dia 20 de setembro)








Bibiana Terra Cambará

A história de Bibiana Terra Cambará, interpretada pela atriz Louise Cardoso e de um certo Capitão Rodrigo Cambara,  interpretado por Tarcísio Meira, durante a segunda fase da minissérie O Tempo e o Vento, que foi exibida em 1985 pela Rede Globo.





Um certo Capitão Rodrigo

Um filme de 1971, dirigido por Anselmo Duarte, com  Francisco di Franco, Capitão Rodrigo e Elza de Castro, Bibiana 












quarta-feira, 17 de julho de 2013

Merceditas – uma mulher, um amor, uma canção.




Amor não correspondido é certamente, uma das dores mais difíceis de  serem esquecidas, no caso de Ramón Sixto Rios e   Mercedes Strickler, parece que ele não só carregou pela vida toda como, ao compor Merceditas, eternizou sua dor.   
Morador de Buenos Aires, Ramón conheceu Mercedes, uma jovem da zona rural próxima ao povoado de Humboldt, província de Santa Fé, onde foi com uma companhia de teatro.  Mantiveram um namoro formal por dois anos, principalmente por carta, visto que continuaram morando cada um em sua cidade; Buenos Aires e Humboldt, respectivamente.  Passado esse tempo, Ramón propôs casamento à Mercedes, mas ela não aceitou e terminou a relação.  Inconformado, ele  continuou escrevendo e lhe enviando cartas por muitos anos e compôs o chamamé  Merceditas.
Merceditas transformou-se numa das mais famosas músicas de raiz folclórica da Argentina, foi traduzida para vários idiomas e foram feitas versões por um grande número de intérpretes.


Merceditas – Los Chalchaleros da cidade de Salta, capital da província de mesmo nome, considerado um dos mais importantes conjuntos folclóricos da Argentina.   



 


Merceditas - Os Serranos representam todos os bons conjuntos fandangandeiros do Rio Grande do Sul, posto que por aqui, conjunto que não toca Merceditas fica devendo!



 Merceditas-  Gal Costa. Mais uma maravilhosa versão na inconfundível voz da Gal e de brinde fotos da musa, Mercedes, quando jovem.




"Merceditas" - Yamandu Costa+Renato Borghetti+Guto Wirtti+Arthur Bonilha- Levada pelas mãos destes quatro mestres, Merceditas, que sempre foi fandangueira e nos chamou pra danças, aqui parece dizer: Sentem e escutem:




Em 1990, Ramón e Mercedes, depois de muitos anos, tiveram um novo encontro, ele voltou a propor casamento à amada, ela...      Bem, vamos deixar que ela mesma nos conte como foi este encontro,  através das imagens do programa da TV Argentina, “En el camino”:



Entrevista com Mercedes

Esta señora es Merceditas, la del chamamé - En el Camino





Um brinde para os leitores que gostam de "aranhar" suas violas:

Video-Aula Mercedita com o professor Alexandre da Luz



A letra:

Merceditas

¡Qué dulce encanto tiene
en mi recuerdo, Merceditas,
aromada florecita,
amor mío de una vez!
La conocí en el campo,
allí muy lejos, una tarde,
donde crecen los trigales,
provincia de Santa Fe.

Así nació nuestro querer,
con ilusión, con mucha fe.
Pero no sé por qué la flor
se marchitó y muriendo fue.
Y amándola con loco amor,
así llegué a comprender,
lo que es sufrir, lo que es querer;
porque le dí mi corazón.

Como una queja errante
en la campiña va flotando
el eco vago de mi canto,
recordando aquel amor.
Pero, a pesar del tiempo
transcurrido, es Merceditas
la leyenda que palpita,
en mi nostálgica canción.

Así nació nuestro querer,
con ilusión, con mucha fe.
Pero no sé por qué la flor
se marchitó y muriendo fue.
Y amándola con loco amor,
así llegué a comprender,
lo que es sufrir, lo que es querer;
porque le dí mi corazón.




Versão em Português:

Que doce encanto traz
a minha lembrança, Mercedita,
minha flor a mais bonita
Que uma vez tanto amei
A conheci no campo
há muito tempo, Numa tarde
onde crescem os trigais
Província de Santa Fé;

E assim nasceu nosso querer
Com ilusão com muita fé
Mas eu não sei por que a flor
Foi murchando até morrer
E amando-lhe com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer o que é sofrer
Por ter lhe dado o coração

E como vento errante
nas poçilhas Vai sobrando
um eco vago do meu canto,
Vai lembrando aquele amor
Mas apesar do tempo
já passado, És Mercedita
a lembrança que palpita
Na minha triste canção

E assim nasceu nosso querer
Com ilusão com muita fé
Mas eu não sei por que a flor
Foi murchando até morrer
E amando-lhe com louco amor
Assim cheguei a compreender
O que é querer o que é sofrer
Por ter lhe dado o coração

sábado, 6 de julho de 2013

Prendas e Peões





O CCN- Centro Cultural Nativista - Sentinela do Rio Grande participou no último final de semana, dias 28 e 29 de junho de 2013, da 44ª Ciranda Cultural de Prendas e do 26º Entrevero Cultural de Peões da 6ª Região Tradicionalista (cidades de Chui, Santa Vitória do Palmar, São José do Norte e Rio Grande), realizado na sede do CTG Farroupilha, situada no Campus da FURG- Fundação Universidade Federal do Rio Grande.
Na ocasião foram titulados peões e prendas para a gestão 2013/2014 e o CCN Sentinela do Rio Grande teve a felicidade de conquistar os primeiros lugares em todas as categorias em que participou, com a escolha de seus representantes:
 Giovana Martins 1ª Prenda Mirim da 6ª RT,  Glaucia Brum Crizel 1ª Prenda Juvenil da 6ªRT,  Allan Longaray 1º Peão Farroupilha da 6ª RT , Mateus Dias Louzada Guri Farroupilha da 6ª RT.
 
Pronto!  Essa era a notícia!  Poderia encerrar a postagem por aqui... Mas hoje não, hoje é preciso dizer mais...
E digo:  Hoje a mensagem está nas entre linhas; no sorriso contido, no olhar de “foi bom!”, na lágrima que ficou na retina,  na mão levantada, na boca apertada, no agradecimento aos céus, no respeito aos concorrentes e acima de tudo na confiança  em nossas crianças, nossos peões e prendas!  E a mensagem está no aplauso que vem após cada poesia ou cada canção e ao final de cada apresentação!
A mensagem se fez presente na entrega das faixas e crachás...  Chegaram os pais e mestres, os amigos, parentes e toda a patronagem...  Ali estavam muitos Bentos, Netos, Garibaldis e Anitas, todas as Anitas!    Alguns conversavam em voz alta, outros baixinho, todos apreensivos, quase nervosos, entregues à angustia da espera! O tempo, esse carrasco, implacavelmente contava cada minuto que nos separava da hora final, da hora decisiva, da grande hora, esperada por todos,  a hora do resultado!   Ela chegou: Finalmente vieram os resultados!  Mas não assim de uma vez...  Pronto! Vocês do CCN, são campeões de tudo! Não! Vieram em doses homeopáticas, um a um, e entre um e outro, alegria e angústia se revezavam, foi assim até o final!  Que final!  Que final! Todos os representantes do CCN em primeiro lugar! Todos!  Ai sim! Os corações aliviados explodiram em alegria: É Sentinela!  É Sentinela! É Sentinela! Nesse grito a tradução da nossa cultura por pessoas que dedicam suas vidas a Tradição Gaúcha; das lides campeiras, da música e da poesia, da nossa História e Geografia, nossos usos e costumes.  O reconhecimento do resultado de anos cultivando princípios que finalmente frutificam e possibilitam reconhecermos uns nos outros a nossa identidade; o ser gaúcho!
 E, principalmente, ver nos rostos desses novos peões e prendas o futuro da nossa raça!
   De repente o grito Sentinela!  Traduziu-se em Tradição!  A vitória dos nossos peões e prendas era a vitória de todos os peões e prendas e o feito do CCN era o feito de 6ªRT,  a nossa grandeza nessa tarde era a grandeza do próprio Movimento Tradicionalista Gaúcho. 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Desassossegos


Pra que mora abaixo do paralelo 30ºS, de repente, numa manhã qualquer, assistir essa pequena homenagem, é suficiente pra inquietar a alma, fazer lembrar dos que já partiram e valorizar ainda mais os que ainda estão por aqui.


terça-feira, 14 de maio de 2013

O guri calou sua voz

Quinze anos sem Cesar...




Guri
Das roupas velhas do pai queria que a mãe fizesse
Uma mala de garupa e uma bombacha e me desse
Queria boinas e alpargatas e um cachorro companheiro
Pra me ajudar a botar as vacas no meu petiço sogueiro
Hei de ter uma tabuada e o meu livro "Queres Ler"
Vou aprender a fazer contas e algum bilhete escrever
Pra que a filha do seu Bento saiba que ela é meu bem querer
E se não for por escrito eu não me animo a dizer
Quero gaita de oito baixos pra ver o ronco que sai
Botas feitio do Alegrete e esporas do Ibirocai
Lenço vermelho e guaiaca compradas lá no Uruguai
Pra que digam quando eu passe saiu igualzito ao pai
E se Deus não achar muito tanta coisa que eu pedi
Não deixe que eu me separe deste rancho onde nasci
Nem me desperte tão cedo do meu sonho de guri
E de lambuja permita que eu nunca saia daqui


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Indriso para Júlia




Com a graça e a benção do Pai, 
do Filho e do Espírito Santo,
seja  bem-vinda!

Com a  força da terra, a beleza dos sentimentos e a sabedoria da razão,
seja bem-vinda! 

Bem-vinda! Figo da nossa figueira,
água doce da nossa fonte!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sempre renuncias, Bento…




Tenho 63 anos e ainda não entendo muitas coisas.  Há muita coisa que não se pode entender a qualquer hora...Recebi o texto que segue, entendi, gostei e repasso:

Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa se demitiu". E eu de supetão respondi: "Demitiu?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou Daniel, o Papa renunciou!”.
O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio do Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entendem.
Eu sou católico. Um entre tantos, destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém, nem pelo Papa. Depois a certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual e, sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de Padres e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: Sou Católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras, destes como existem milhões por aí, o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa.
Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: Por quê? Por que renuncias, Senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a Fé? Ganhou a Fé? E hoje, depois de várias horas, acho que encontrei a resposta: “O Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que Ele fez a sua vida inteira”.
É simples assim.
O Papa renunciou a uma vida normal; renunciou a ter uma esposa; renunciou a ter filhos; renunciou a ganhar um salário; renunciou à mediocridade; renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo; renunciou a ser um Padre a mais, porém também renunciou a ser um Padre Especial; renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de Teologia; renunciou a chorar nos braços de seus pais; renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira; renunciou a desfrutar de seu país; renunciou à comodidade de dias livres; renunciou à vaidade; renunciou a se defender contra os que o atacavam.
Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à Renúncia.
E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou de alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pedofilia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo,
destes que se realizam, diariamente, em meu país e ninguém os nota. Eu me lembro, sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal chamado de Pedro. Como foi que ele morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu Mestre, só que, de cabeça para baixo.
Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados e não respondem. E, quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão por minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial! Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma. Este tipo de pessoas já não existe mais em nosso mundo.
Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual, para depois, certamente, ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista. Vivo em um mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos de idade, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra Ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo Ninguém renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando e, ainda por cima, sem ganhar dinheiro e ajudando a multidões. Pois é...
Pois agora eu sei, Senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas Encíclicas maravilhosas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor integral à Igreja. Morra então tranquilo, Senhor Ratzinger, quando sua hora chegar. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: Humilde.
Bento XVI, muito obrigado por suas renúncias!
Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas, se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma, mórmons, homossexuais, ateus e abortistas, como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam que vale a pena ser feliz!
(Daniel, jovem de 23 anos)
fev/2013

Texto daqui

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Obrigado pela gentileza

Por Dilermartins

A virada foi no tranco: Os fogos adiados e o Champanhe ou espumante, como queiram, a luz de velas, não por romantismo, mas pela interrupção do fornecimento de energia que veio acompanhada de chuva, raios, trovoadas e muito vento.   Assim enveredamos pela madrugada, entre uma pancada de chuva e outra, consumimos os salgados e os doces, bebericamos a cerveja e construímos uma retrospectiva, não do ano de 2012, que esse, de repente,   tornou-se pequeno e ao som da contagem regressiva, se foi.    Construímos uma retrospectiva dos últimos anos, dos  anos todos...  Das nossas vidas inteiras!  E a filosofia prática, rolou solta! Quando finalmente a energia voltou já estávamos cansados e aos poucos nos retiramos, fomos dormir.
  O dia primeiro amanheceu nublado, feio... Mas prometeu melhorar e cumpriu, la pelas tantas o sol apareceu.   Apareceram também os meus convidados, amigos e parentes e ganhei abraços e presentes; primeiro de janeiro é meu aniversário!   Da minha mulher ganhei um par de sandálias  que adorei, nem tanto pelas sandálias em si, mas pelo que elas significam:  Ao me oferecer tal presente ela está me dizendo que vale a pena caminhar ao meu lado, que quer continuar no caminho comigo e que vamos continuar a lutar o bom combate e isso era tudo que eu precisava saber... Afinal esse era o ano do fim do mundo, supostamente marcado pelos Maias para 21 de dezembro, e escapamos!  Pra mim quase se concretiza antecipado; um infarto em meados de outubro me deu um grande susto, mas graças a Deus, também escapei desta...   Com o poncho em tiras como bom herdeiro farrapo,  aqui estou firme e forte... Não digo  “pronto pra outra”, pra não mentir, mas afora o punhado de comprimidos que sou obrigado a engolir todos os dias, parece que melhorei: Parei de fumar, emagreci , acho até que remocei!
Então que venha o 2013, pois planos não me faltam!