segunda-feira, 12 de maio de 2008

Agregado


Morreste índio velho gaudério...
Nem bem teus olhos tramelaram,
como urubus no cemitério,
herdeiros legais te rodearam.
Partiste meu pai, velho campeiro,
e eu que sempre fui teu companheiro,
olho-te triste e assustado,
enquanto repartem teu legado.
Quinhão de agregado é nada...
Nada da fortuna partilhada
é o que me fica destinado.
Está selado: Sou deserdado!
Choro tua perda meu parceiro,
mas não lamento pelo dinheiro.
Aprendi a trabalhar, pra ganhar,
sem deixar o ouro me comprar.
Estou feliz com minha herança:
Teu exemplo e tua lembrança...
Serão, para sempre, o meu lume;
Terei teu jeito e teu costume.
(DilerPovoNovo2007)

Um comentário:

cíntia disse...

Pai..de quem essa poesia????