quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sempre renuncias, Bento…




Tenho 63 anos e ainda não entendo muitas coisas.  Há muita coisa que não se pode entender a qualquer hora...Recebi o texto que segue, entendi, gostei e repasso:

Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa se demitiu". E eu de supetão respondi: "Demitiu?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou Daniel, o Papa renunciou!”.
O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio do Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entendem.
Eu sou católico. Um entre tantos, destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém, nem pelo Papa. Depois a certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual e, sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de Padres e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: Sou Católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras, destes como existem milhões por aí, o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa.
Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: Por quê? Por que renuncias, Senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a Fé? Ganhou a Fé? E hoje, depois de várias horas, acho que encontrei a resposta: “O Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que Ele fez a sua vida inteira”.
É simples assim.
O Papa renunciou a uma vida normal; renunciou a ter uma esposa; renunciou a ter filhos; renunciou a ganhar um salário; renunciou à mediocridade; renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo; renunciou a ser um Padre a mais, porém também renunciou a ser um Padre Especial; renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de Teologia; renunciou a chorar nos braços de seus pais; renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira; renunciou a desfrutar de seu país; renunciou à comodidade de dias livres; renunciou à vaidade; renunciou a se defender contra os que o atacavam.
Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à Renúncia.
E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou de alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pedofilia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo,
destes que se realizam, diariamente, em meu país e ninguém os nota. Eu me lembro, sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal chamado de Pedro. Como foi que ele morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu Mestre, só que, de cabeça para baixo.
Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados e não respondem. E, quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão por minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial! Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma. Este tipo de pessoas já não existe mais em nosso mundo.
Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual, para depois, certamente, ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista. Vivo em um mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos de idade, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra Ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo Ninguém renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando e, ainda por cima, sem ganhar dinheiro e ajudando a multidões. Pois é...
Pois agora eu sei, Senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas Encíclicas maravilhosas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor integral à Igreja. Morra então tranquilo, Senhor Ratzinger, quando sua hora chegar. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: Humilde.
Bento XVI, muito obrigado por suas renúncias!
Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas, se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma, mórmons, homossexuais, ateus e abortistas, como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam que vale a pena ser feliz!
(Daniel, jovem de 23 anos)
fev/2013

Texto daqui

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Obrigado pela gentileza

Por Dilermartins

A virada foi no tranco: Os fogos adiados e o Champanhe ou espumante, como queiram, a luz de velas, não por romantismo, mas pela interrupção do fornecimento de energia que veio acompanhada de chuva, raios, trovoadas e muito vento.   Assim enveredamos pela madrugada, entre uma pancada de chuva e outra, consumimos os salgados e os doces, bebericamos a cerveja e construímos uma retrospectiva, não do ano de 2012, que esse, de repente,   tornou-se pequeno e ao som da contagem regressiva, se foi.    Construímos uma retrospectiva dos últimos anos, dos  anos todos...  Das nossas vidas inteiras!  E a filosofia prática, rolou solta! Quando finalmente a energia voltou já estávamos cansados e aos poucos nos retiramos, fomos dormir.
  O dia primeiro amanheceu nublado, feio... Mas prometeu melhorar e cumpriu, la pelas tantas o sol apareceu.   Apareceram também os meus convidados, amigos e parentes e ganhei abraços e presentes; primeiro de janeiro é meu aniversário!   Da minha mulher ganhei um par de sandálias  que adorei, nem tanto pelas sandálias em si, mas pelo que elas significam:  Ao me oferecer tal presente ela está me dizendo que vale a pena caminhar ao meu lado, que quer continuar no caminho comigo e que vamos continuar a lutar o bom combate e isso era tudo que eu precisava saber... Afinal esse era o ano do fim do mundo, supostamente marcado pelos Maias para 21 de dezembro, e escapamos!  Pra mim quase se concretiza antecipado; um infarto em meados de outubro me deu um grande susto, mas graças a Deus, também escapei desta...   Com o poncho em tiras como bom herdeiro farrapo,  aqui estou firme e forte... Não digo  “pronto pra outra”, pra não mentir, mas afora o punhado de comprimidos que sou obrigado a engolir todos os dias, parece que melhorei: Parei de fumar, emagreci , acho até que remocei!
Então que venha o 2013, pois planos não me faltam!