Pauta para Blorkutando 118ª Semana
De todos os dias do ano o primeiro de janeiro é um dos meus favoritos, não apenas por ser minha data natalícia, mas principalmente, por ser denominado Dia da Fraternidade Universal. O ritual de passagem do ano velho para o novo é mais ou menos importante dependendo da cultura de cada povo ao redor do globo, mas uma coisa é certa, um fio de esperança une toda a gente nas noites de ano novo. Todos fazem uma espécie de inventário do ano que se vai e uma projeção do ano que chega. A mídia se esforça em colecionar imagens e fatos que marcaram o ano que finda e, por outro lado, consultam videntes e adivinhos em busca de previsões para o ano que começa.
“2010: O ano em que faremos contato”, segundo o romancista Arthur C. Clarke, foi na realidade o ano da Vuvuzela, da Jabulane, da Dilma, da Ficha limpa, do Arruda, do Tiririca, do Luís Urzúa, do Liu Xiaobo, da Sakineh Mohammadi Ashtiani, dos terremotos, das enchentes e dos vendavais, enfim, foi mais um ano de guerra e de paz.
Nesta noite de passagem de ano, temos uma nova oportunidade, não só de festejar as coisas boas ou de lamentar as ruins que nos aconteceram no ano passado, mas, uma oportunidade de nos fazer perguntas do tipo: Como vai a Fraternidade Universal? Como vai o planeta? Como vai o Brasil? Como vai meu Estado e minha cidade? E os amigos, os parentes, a saúde e o trabalho, como vão? E o espírito como vai? Estou pronto para a grande aventura chamada 2011? Estou pronto para viver mais um ano, ou até morrer nele, se for o caso? Estou pronto?
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Tatoo
Pauta para Palavras Mil - 37ª Edição
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| Foto daqui |
Era Assistente Social do Município, de família católica, sempre fora uma cristã devotada, o amor fraterno como vocação, cultivado desde cedo, levou-a naturalmente, a escolha daquela profissão; eram os pequenos, os pobres, e os marginalizados, o grande interesse da sua vida, sua missão.
Hoje fazia um ano que no evento de entrega dos brinquedos para as crianças e das cestas de natal, na Vila Que Caiu do Céu, sua vida tinha ganhado um novo rumo:
Ele chegara pilotando sua moto vermelha com reboque da mesma cor e com chamas pintadas, do lado, em degrade, formando com suas tatuagens, um todo ao mesmo tempo harmônico e desastroso, na opinião dela que sempre tinha uma atitude discreta nessas ocasiões. Para completar a buzina imitando a risada do Papai Noel: Ho, ho, ho! Ho, ho, ho! Logo a criançada cercara a moto e o rapaz começara a distribuição de brinquedos; bolas, carrinhos, bonecas, casinhas, pipas, surgiam como que por encanto, de dentro do reboque, transformado em saco de brinquedos...
Aproximara-se visivelmente contrariada, afinal o estranho roubara a cena, bagunçara o evento que lhe custara meses de preparação, por sorte o Secretário, seu chefe, não aparecera, mas à medida que chegou perto, percebera mais que uma moto vermelha e um corpo tatuado; ele tinha amor no olhar, tratava os pequenos com carinho, brincava com eles. Jogara bola, soltara pipa, dera voltinhas na moto com a molecada.
Ela encantara-se...
- Um ano hoje... Ele disse.
- Um ano, querido. Ela respondeu sorrindo.
O casal de tatuados, que acabara de chegar com sua moto vermelha, para mais um evento, agora era igual na essência e na aparência e foi cercado pela criançada.
...Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...
Composição: Chico Buarque - Ruy Guerra
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
36ª Edição do Palavras Mil
Pauta para. Mil Palabras
Uma barriga, um violão
Poemas e Filhos
Vem fazer mesmo Lugar,
têm a mesma gestação ...
Filhos e Canções
nascem do Amor,
do carinho e da paixão...
No violão a melodia se faz mulher;
Mulher que na canção, se faz mãe...
Nota:
Uma homenagem para minha filha Cíntia que não é poeta,
não faz canções, mas, que estando gestante, é poesia...
| Foto daqui |
Uma barriga, um violão
Poemas e Filhos
Vem fazer mesmo Lugar,
têm a mesma gestação ...
Filhos e Canções
nascem do Amor,
do carinho e da paixão...
No violão a melodia se faz mulher;
Mulher que na canção, se faz mãe...
Nota:
Uma homenagem para minha filha Cíntia que não é poeta,
não faz canções, mas, que estando gestante, é poesia...
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
35ª Edição
Pauta para Palavras Mil
Femismo
A Delegada invadiu o barraco e assistiu mais um episódio da tragédia quotidiana;
a mulher humilhada, ferida e ensanguentada, jazia no chão imundo, subjugada pelo marido que lhe apontava uma arma e gritava: Quer morrer vadia? Quer morrer? Vai morrer agora sua cadela!
A surpresa, a rapidez e a precisão do golpe o colocaram por terra, um pé calçando sapato de camurça pisou seu punho imobilizando a mão que empunhava a arma e ele sentiu no rosto a fria rigidez do aço da pistola de sua oponente: - Quieto! Ela ordenou com voz firme.
Ele fechou os olhos e, em segundos, fez uma avaliação: - Perdi, vou morrer nas mãos de uma mulher! Tão logo eu que fui o dono de tantas cachorras, que dei porrada em tantas vagabundas, que sempre tive uma Amélia, vou morrer nas mãos duma mulherzinha metida a macho. Só pode ser castigo! Mas eu já sabia; eram muitas mulheres se metendo em “coisa de homem”, dirigindo táxi, caminhões e até ônibus... Mulher chefe, gerente, empresária, agora temos até mulher presidente, ou presidenta, sei lá! Pior, mulher policia! Tinha que acabar assim... – Conformado abriu os olhos devagar, para enfrentar a morte...
Nova surpresa, o olhar dela não tinha morte, nem ódio, tão pouco amor ou carinho, era um olhar profissional: - Quieto! - Repetiu. – Mãos para trás, “Você tem o direito de ficar calado, caso decida falar, tudo o que disser poderá ser usado contra você”!
Algemado foi conduzido à Delegacia da Mulher. – Enquadra na Maria da Penha.
- Disse a Delegada à escrivã de plantão.
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Foto retirada do GettyImages |
Femismo
A Delegada invadiu o barraco e assistiu mais um episódio da tragédia quotidiana;
a mulher humilhada, ferida e ensanguentada, jazia no chão imundo, subjugada pelo marido que lhe apontava uma arma e gritava: Quer morrer vadia? Quer morrer? Vai morrer agora sua cadela!
A surpresa, a rapidez e a precisão do golpe o colocaram por terra, um pé calçando sapato de camurça pisou seu punho imobilizando a mão que empunhava a arma e ele sentiu no rosto a fria rigidez do aço da pistola de sua oponente: - Quieto! Ela ordenou com voz firme.
Ele fechou os olhos e, em segundos, fez uma avaliação: - Perdi, vou morrer nas mãos de uma mulher! Tão logo eu que fui o dono de tantas cachorras, que dei porrada em tantas vagabundas, que sempre tive uma Amélia, vou morrer nas mãos duma mulherzinha metida a macho. Só pode ser castigo! Mas eu já sabia; eram muitas mulheres se metendo em “coisa de homem”, dirigindo táxi, caminhões e até ônibus... Mulher chefe, gerente, empresária, agora temos até mulher presidente, ou presidenta, sei lá! Pior, mulher policia! Tinha que acabar assim... – Conformado abriu os olhos devagar, para enfrentar a morte...
Nova surpresa, o olhar dela não tinha morte, nem ódio, tão pouco amor ou carinho, era um olhar profissional: - Quieto! - Repetiu. – Mãos para trás, “Você tem o direito de ficar calado, caso decida falar, tudo o que disser poderá ser usado contra você”!
Algemado foi conduzido à Delegacia da Mulher. – Enquadra na Maria da Penha.
- Disse a Delegada à escrivã de plantão.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
34ª Edição
Pauta n. Mil Palavras
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Retirada Foto do Flickr |
Na dobra do tempo uma casa velha;
Histórias, aventuras, amores.
Vida que o tempo calou...
Na dobra do tempo uma menina;
Histórias, aventuras, amores.
Vida que o tempo dira.
Na dobra do Espaço, por um instante;
Casa e menina convivem ...
"Mil Anos Diante de Vos São Como O Dia de longo Que FOI UMA OU SE Como Vigilia da Noite".
Versículo 4 do Salmo 90 (89)
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
33ª Edição
Pauta para Palavras Mil
O queimador
A casa da minha bisavó tinha muitos mistérios, me assustava e quando eu fazia alguma pergunta às primas, elas apenas riam debochadas... Sempre havia ruídos noturnos, mas aquela parecia uma noite especial:
O uivo dos ventos, a voz de trapos rasgados das corujas, a areia fustigando o telhado, o portão do celeiro que batia, dando ritmo à sinistra orquestra, os relinchos e mugidos ocasionais, pareciam mais freqüentes do que de costume, até o galo ameaçou cantar antes da hora...
De repente ouvi vozes:
- Aonde você vai? Perguntou o bisavô com sua voz rouca.
- Já volto, vá dormir... Respondeu minha Bisa. Desceu a escada, iluminando o caminho apenas com a trêmula luz de uma lamparina que tingia de alaranjado sua camisola branca, abriu a porta, o vento apagou a chama, a Bisa saiu para a noite...
Corri para a janela do quarto e pude vê-la, sua camisola agora estava tingida pelo azul da lua cheia... Mais parecia um fantasma esgueirando-se para as sombras, desapareceu... Tenho certeza de ouvi-la gritar: “Quem é e o que quer? Quem é e o que quer? Quem é e o que quer?” Três vezes! Estava falando com as almas penadas... O frio e o medo tomaram conta do meu corpo, adormeci sem ouvir a resposta...
O café da manhã transcorreu em silêncio, apenas o queimador com sua vela nova, despontando das demais, parecia me dizer; sei, mas não vou contar...
Alguma alma pediu luz, pensei.
Como se adivinhasse a Bisa sorriu, amiudou os olhos e franziu os lábios arremedando um beijo, tocou de leve, minha mão e murmurou algo como, tu és uma de nós...
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Foto retirada do site Olhares |
O queimador
A casa da minha bisavó tinha muitos mistérios, me assustava e quando eu fazia alguma pergunta às primas, elas apenas riam debochadas... Sempre havia ruídos noturnos, mas aquela parecia uma noite especial:
O uivo dos ventos, a voz de trapos rasgados das corujas, a areia fustigando o telhado, o portão do celeiro que batia, dando ritmo à sinistra orquestra, os relinchos e mugidos ocasionais, pareciam mais freqüentes do que de costume, até o galo ameaçou cantar antes da hora...
De repente ouvi vozes:
- Aonde você vai? Perguntou o bisavô com sua voz rouca.
- Já volto, vá dormir... Respondeu minha Bisa. Desceu a escada, iluminando o caminho apenas com a trêmula luz de uma lamparina que tingia de alaranjado sua camisola branca, abriu a porta, o vento apagou a chama, a Bisa saiu para a noite...
Corri para a janela do quarto e pude vê-la, sua camisola agora estava tingida pelo azul da lua cheia... Mais parecia um fantasma esgueirando-se para as sombras, desapareceu... Tenho certeza de ouvi-la gritar: “Quem é e o que quer? Quem é e o que quer? Quem é e o que quer?” Três vezes! Estava falando com as almas penadas... O frio e o medo tomaram conta do meu corpo, adormeci sem ouvir a resposta...
O café da manhã transcorreu em silêncio, apenas o queimador com sua vela nova, despontando das demais, parecia me dizer; sei, mas não vou contar...
Alguma alma pediu luz, pensei.
Como se adivinhasse a Bisa sorriu, amiudou os olhos e franziu os lábios arremedando um beijo, tocou de leve, minha mão e murmurou algo como, tu és uma de nós...
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sábado, 16 de outubro de 2010
32ª Edição
Pauta para Palavras Mil
Imagem daqui.
Salto 15
- Pare com isso menina! Você vai acabar deformando meus sapatos ou machucando um pé... Repetiu a mãe que finalmente, convencida, concordou em fotografar a aspirante à modelo.
Gostava de segurar a foto quando tinha saudades da mãe que já partira, aquele momento era uma marca do amor que sempre as uniu... Limpou o porta-retratos com a parte interna do punho forrada pela barra da camiseta, retirando um pó que não existia, num gesto de quem esta querendo retirar a poeira da própria vida... Esticou o braço e deu uma última olhada, fingindo ser um mestre pintor que admira sua obra prima, suspirou e finalmente recolocou a foto na estante...
Aquela não era uma simples fotografia, não eram apenas os belos momentos vividos com a mãe na infância, não era só recordação, era muito mais; representava a primeira vez em que finalmente, conseguira se equilibrar sobre os saltos, seu primeiro desfile! O primeiro de muitos da carreira precoce e vitoriosa. Carregou a foto por onde andou; Paris, Roma, NY... – É meu talismã, me traz sorte. Costumava dizer. Até que começaram as dores na panturrilha. Micro-varizes foi o diagnóstico. O aviso do corpo não a retirou das passarelas, suportando a dor ou entupindo-se de analgésicos, continuou trabalhando.
Aconteceu o desastre, torceu o tornozelo e caiu do salto agulha de mais de 12 centímetros.
Veio a cirurgia o repouso e fisioterapia, meses de inatividade...
Ajeitou mais uma vez a foto na estante e saiu, batendo a porta do apartamento, desceu para o calçadão. Caminhava lentamente, odiando as malditas rasteirinhas que calçava...
-Me dá um autógrafo? Perguntou a menina.
- Claro! Repondeu sorrindo.
Assinou o caderninho na ponta dos pés, como se usasse um par dos temíveis saltos 15 tipo agulha!
Depois saiu, rumo ao consultório do fisioterapeuta, hoje seria sua última sessão.
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Imagem daqui.
Salto 15
- Pare com isso menina! Você vai acabar deformando meus sapatos ou machucando um pé... Repetiu a mãe que finalmente, convencida, concordou em fotografar a aspirante à modelo.
Gostava de segurar a foto quando tinha saudades da mãe que já partira, aquele momento era uma marca do amor que sempre as uniu... Limpou o porta-retratos com a parte interna do punho forrada pela barra da camiseta, retirando um pó que não existia, num gesto de quem esta querendo retirar a poeira da própria vida... Esticou o braço e deu uma última olhada, fingindo ser um mestre pintor que admira sua obra prima, suspirou e finalmente recolocou a foto na estante...
Aquela não era uma simples fotografia, não eram apenas os belos momentos vividos com a mãe na infância, não era só recordação, era muito mais; representava a primeira vez em que finalmente, conseguira se equilibrar sobre os saltos, seu primeiro desfile! O primeiro de muitos da carreira precoce e vitoriosa. Carregou a foto por onde andou; Paris, Roma, NY... – É meu talismã, me traz sorte. Costumava dizer. Até que começaram as dores na panturrilha. Micro-varizes foi o diagnóstico. O aviso do corpo não a retirou das passarelas, suportando a dor ou entupindo-se de analgésicos, continuou trabalhando.
Aconteceu o desastre, torceu o tornozelo e caiu do salto agulha de mais de 12 centímetros.
Veio a cirurgia o repouso e fisioterapia, meses de inatividade...
Ajeitou mais uma vez a foto na estante e saiu, batendo a porta do apartamento, desceu para o calçadão. Caminhava lentamente, odiando as malditas rasteirinhas que calçava...
-Me dá um autógrafo? Perguntou a menina.
- Claro! Repondeu sorrindo.
Assinou o caderninho na ponta dos pés, como se usasse um par dos temíveis saltos 15 tipo agulha!
Depois saiu, rumo ao consultório do fisioterapeuta, hoje seria sua última sessão.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
31ª Edição
Imagem retirada do We♥It
Em Segundo lugar
Pausa
Não era mais a mesma;
Muito magra, muito pálida, muito loira...
Dizia o espelho.
Na essência, jamais mudarás;
Continuas forte, prudente e justa...
Gritavam as flores.
Escondeu o espelho,
Sorriu e foi em frente...
PS: Agradeço a M@myrene pela gentileza de inscrever esse post lá no Palavras Mil.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
30ª Edição
Pauta: Palavras Mil
Imagem: Weheartit
Uma Chave
Guarda aflições,
Medos, dúvidas, segredos...
Abre corações...
3º Lugar - Palavras Mil 30ª Edição
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Imagem: Weheartit
Uma Chave
Guarda aflições,
Medos, dúvidas, segredos...
Abre corações...
3º Lugar - Palavras Mil 30ª Edição
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
1ª Edição
Pauta: De onde veem as letras?
Ceifando trigo
Sol e suor nos trigais.
Colher o pão e sonhar...
Ver miragens surreais.
Numa casa em construção,
Bailarina dança no ar...
O desejo constrói a visão!
Querer uma casa no trigal...
Querer esse amor tão real...
Ceifando trigo
Sol e suor nos trigais.
Colher o pão e sonhar...
Ver miragens surreais.
Numa casa em construção,
Bailarina dança no ar...
O desejo constrói a visão!
Querer uma casa no trigal...
Querer esse amor tão real...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
29ª Edição
Pauta : Projeto Palavras Mil
Presença das Rosas
A beleza da flor.
Que embala o berço
E perfuma o terço...
É a mesma da rosa dor.
Que conforta a paixão
Ou adorna o caixão...
Do nascimento até morte,
Enfeitam o azar ou a sorte!
Foto retirada do Flickr
Presença das Rosas
A beleza da flor.
Que embala o berço
E perfuma o terço...
É a mesma da rosa dor.
Que conforta a paixão
Ou adorna o caixão...
Do nascimento até morte,
Enfeitam o azar ou a sorte!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
A Busca
"Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós." (Marquês de Maricá)
O violão caído no ombro,
segue a marcha, claudicante.
Busca sentimentos perdidos...
Sem canção, sem poesia,
olha o mundo, procura em vão...
Por onde andará o amor?
O andarilho hesita, passo lento...
Pobre! Esqueceu de olhar pra dentro.
Pauta: Projeto Palavras Mil
Foto retirada do We♥It
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