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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sweet Lorraine -

Quando Fred, este senhor de 96 anos de idade, viu o anúncio de uma competição de música no jornal da sua cidade não imaginou como isso mudaria sua vida para sempre.
Ele não sabia tocar nenhum instrumento, nem mesmo era bom cantando… mas ainda assim ele resolveu fazer algo.
Fred escreveu uma canção para sua esposa que havia falecido há pouco mais de um mês.
O resultado dessa história você vê clicando noplay do vídeo abaixo.

Veja mais AQUI




sábado, 29 de março de 2014

Stand By Me | Playing For Change | Song Around the World

sábado, 2 de novembro de 2013

Finados


A saudades dos meus queridos que já se foram,  me fez lembrar  esse texto de Dezembro de 2009 e falar...




Da morte
Como compreendê-la?

Se a morte do desconhecido causa horror, 
a do amigo, do ente querido dor, temor…
No entanto, ambos cumpriram seu caminho. 
Nosso caminho…

Como compreendê-la?

Sem entender a semente, que um dia enfeitou o alto da floresta e 
agora joga-se na terra, buscando seu destino.
Nosso destino…

Como compreendê-la?

Sem olhar as estrelas no céu e nos reconhecer na sua luz.
Nossa luz…

Como compreendê-la?

Se não, abrindo nossos corações para a verdade de que, assim como as sementes e estrêlas, temos conhecimento do mistério: Vida e morte fazem parte da mesma estrada, e 
entregando o corpo à terra , libertamos o espírito para voar em busca do Criador.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sempre renuncias, Bento…




Tenho 63 anos e ainda não entendo muitas coisas.  Há muita coisa que não se pode entender a qualquer hora...Recebi o texto que segue, entendi, gostei e repasso:

Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa se demitiu". E eu de supetão respondi: "Demitiu?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou Daniel, o Papa renunciou!”.
O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio do Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entendem.
Eu sou católico. Um entre tantos, destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém, nem pelo Papa. Depois a certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual e, sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de Padres e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: Sou Católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras, destes como existem milhões por aí, o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa.
Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: Por quê? Por que renuncias, Senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a Fé? Ganhou a Fé? E hoje, depois de várias horas, acho que encontrei a resposta: “O Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que Ele fez a sua vida inteira”.
É simples assim.
O Papa renunciou a uma vida normal; renunciou a ter uma esposa; renunciou a ter filhos; renunciou a ganhar um salário; renunciou à mediocridade; renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo; renunciou a ser um Padre a mais, porém também renunciou a ser um Padre Especial; renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de Teologia; renunciou a chorar nos braços de seus pais; renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira; renunciou a desfrutar de seu país; renunciou à comodidade de dias livres; renunciou à vaidade; renunciou a se defender contra os que o atacavam.
Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à Renúncia.
E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou de alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pedofilia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo,
destes que se realizam, diariamente, em meu país e ninguém os nota. Eu me lembro, sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal chamado de Pedro. Como foi que ele morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu Mestre, só que, de cabeça para baixo.
Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados e não respondem. E, quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão por minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial! Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma. Este tipo de pessoas já não existe mais em nosso mundo.
Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual, para depois, certamente, ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista. Vivo em um mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos de idade, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra Ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo Ninguém renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando e, ainda por cima, sem ganhar dinheiro e ajudando a multidões. Pois é...
Pois agora eu sei, Senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas Encíclicas maravilhosas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor integral à Igreja. Morra então tranquilo, Senhor Ratzinger, quando sua hora chegar. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: Humilde.
Bento XVI, muito obrigado por suas renúncias!
Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas, se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma, mórmons, homossexuais, ateus e abortistas, como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam que vale a pena ser feliz!
(Daniel, jovem de 23 anos)
fev/2013

Texto daqui

domingo, 6 de novembro de 2011

De Malas Prontas




Hoje começamos nossa viagem rumo aos EUA, amanhã estaremos em Porto Alegre e na terça partiremos... Uma pequena escala no Rio de Janeiro e finalmente na quarta, pela manhã, chegaremos ao Arkansas abraçaremos o filhão, a Caty e os netos.
Na mala muita alegria.
Vão conosco o Dan Brown, o David Coimbra, o Fernando Pessoa, a Jane Austen e o Khalil Gibran é claro!
Até logo...











sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Adeus à Steve Jobs, pai da terceira das maçãs que mudaram o mundo; as duas primeiras são:
A que Eva seduziu Adão e a que acordou Newton.




                                          Uma homenagem de um aluno de design de Hong Kong a Steve

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pauta atropelada



Estava querendo escrever sobre a Lei 12.403/2011, em vigor desde o último dia cinco, cuja aplicação, segundo o Desembargador Fausto De Sanctis, inviabiliza a prisão no país;



As Prisões em Flagrante e Preventiva, somente ocorrerão em casos raríssimos.


Penso no duplo resultado da aplicação da norma: De um lado teremos sobra de vagas nas prisões e de outro, andar pelas ruas será uma verdadeira aventura.


Também estava querendo escrever sobre a Amy Winehouse, fiquei no lamento...Lamento muito, pobre menina branca de voz negra, lamento muito...


Fui atropelado por um email recebido do amigo Vano, um alagoano porreta, a crônica de Sheila Raposo reúne tudo o que sempre pensei do nordeste brasileiro e muito mais, é uma verdadeira declaração de amor à querida e sofrida terra nordestina. Fui atrás, encontrei a autora lá no seu blog Flor Menina, pedi autorização, recebi e compartilho o texto que, segundo Sheila, conta mais de quinze anos:




A vergonha que não tenho de ser nordestina
por Sheila Raposo




Cultivado entre os cascalhos do chão seco e as cercas de aveloz que se perdem no horizonte, cresceu, forte e robusto, o meu orgulho de pertencer a esse pedaço de terra chamado Nordeste.

Sou nordestina. Nasci e me criei no coração do Cariri paraibano, correndo de boi brabo, brincando com boneca de pano, comendo goiaba do pé e despertando com o primeiro canto do galo para, ainda com os olhos tapados de remela, desabar pr’o curral e esperar, pacientemente, o vaqueiro encher o meu copo de leite, morninho e espumante, direto das tetas da vaca para o meu bucho.

Sou nordestina. Falo oxente, vote, danou-se. Vige, credo, Jesus-Maria-José! Proseio numa língua ligeira, que engole sílabas e atropela a ortoépia das palavras. O meu falar é o meu mais fiel retrato. Os amigos acham engraçado e dizem sempre que eu “saí do mato, mas o mato não saiu de mim”. Não saiu mesmo! E, olhe: acho que não vai sair é nunca!

Sou nordestina. Lambo os beiços quando me deparo com uma mesa farta, atarracada de comida. Pirão, arroz-de-festa, galinha de capoeira, feijão de arranca com toucinho, buchada, carne de sol... E mais uma ruma de comida boa, daquelas que quando a gente termina de engolir o suor já está pingando dos quatro cantos. E depois ainda me sirvo de um bom pedaço de rapadura ou uma cumbuca de doce de mamão, que é pra adoçar a língua. No outro dia, de manhãzinha, me esbaldo na coalhada, no cuscuz, na tapioca, no queijo de coalho, no bolo de mandioca, na tigela de umbuzada, na urêa de pau com café torrado em casa!

Sou nordestina. Choro quando escuto a voz de Luiz Gonzaga ecoar no teatro de minhas memórias. De suas músicas guardo as mais belas recordações. As paisagens, os bichos, os personagens, a fé e a indignação com que ele costurava as suas cantigas, e que também são minhas, estavam (e estão) presentes em todos os meus momentos, pois foi em sua obra que se firmou a minha identidade cultural.

Sou nordestina. Me emociono quando assisto a uma procissão e observo aqueles rostos sofridos, curtidos de sol do meu povo. Tudo é belo neste ritual. A ladainha, o cheiro de incenso. Os pés descalços, o véu sobre a cabeça, o terço entre os dedos. O som dos sinos repicando na torre da igreja. A grandeza de uma fé que não se abala.

Sou nordestina. Gosto de me lascar numa farra boa, ao som do xote ou do baião. Sacolejo e me pergunto: pra quê mais instrumento nesse grupo além da sanfona, do triangulo e da zabumba? No máximo, um pandeiro ou uma rabeca. Mas dançar ao som desse trio já é bom demais. E fico nesse rela-bucho até o dia amanhecer, sem ver o tempo passar e tampouco sentir os quartos se arriando, as canelas se tremelicando, o espinhaço se quebrando e os pés se queimando em brasa. Ô, negocio bom!

Sou nordestina. Admiro e me emociono com a minha arte, com o improviso do poeta popular, com a beleza da banda de pífanos, com o colorido do pastoril, com a pegada forte do côco-de-roda, com a alegria da quadrilha junina. O artista nordestino é um herói, e nos cordéis do tempo se registra a sua história.

Sou nordestina. E não existe música mais bonita para meus ouvidos do que a tocada por São Pedro, quando ele se invoca e mete a mãozona nas zabumbas lá do céu, fazendo uma trovoada bonita que se alastra pelo Sertão, clareando o mundo e inundando de esperança o coração do matuto. A chuva é bendita.

Sou nordestina. Sou apaixonada pela minha terra, pela minha cultura, pelos meus costumes, pela minha arte, pela minha gente. Só não sou apaixonada por uma pequena parcela dessa mesma gente que se enche de poderes e promete resolver os problemas de seu povo, mentindo, enganando, ludibriando, apostando no analfabetismo de quem lhe pôs no poder, tirando proveito da seca e da miséria para continuar enchendo os próprios bolsos de dinheiro.

Mas, apesar de tudo, eu ainda sou nordestina, e tenho orgulho disso. Não me envergonho da minha história, não disfarço o meu sotaque, não escondo as minhas origens. Eu sou tudo o que escrevi, sou a dor e a alegria dessa terra. E tenho pena, muita pena, dos tantos nordestinos que vejo por aí, imitando chiados e fechando vogais, envergonhados de sua nordestinidade.

Para eles, ofereço estas linhas.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dia do Homem


Novos tempos, novos dias.

Homens menos macho, mais humanos...





É neste tempo que chega o Diler, Novo Diler, modelo 2011, meu chará, meu homônimo, Meu Neto!

Bem-vindo!
Obrigado papai e mamãe pelo neto e pela homenagem!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ave Cesar !

Foto daqui
O sucesso está reservado àqueles que compreendem; isso que chamam de dom ou talento na realidade é fruto do trabalho.
By Dilermartins

Homenagem ao Cesar pela aprovação para residência em gastro no Clinicas. Parabéns!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Catástrofes




Triste constatação; por maior que seja a catástrofe, em poucos dias é esquecida pela mídia, pelo poder público e pelo povo... Apenas as vítimas jamais esquecerão.



Enchentes em Alagoas:

Se você ainda quer ajudar, vá a uma agência dos Correios e leve sua doação, pacotes de até 30 Kg. São postados gratuitamente.

Remeta para:

Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Alagoas, Rua Lavenere Machado, nº 80 - Trapiche da Barra - Maceió/AL - CEP: 57010-383

Crédito:
Foto da Jornalista alagoana,
Olívia de Cássia Cerqueira

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Voz Que Se Cala...

Os esquecidos estão mais esquecidos...



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Força do cinema

Dia 16 a história da vida de Vivien Theodore Thomas, foi reprisada na TV, canal do SBT, numa demonstração da força da linguagem cinematográfica, esse antigo post recebeu vários comentários, assim acompanho a tv e reapresento a postagem...



Histórias de sucesso




Filho de escravos, era carpinteiro. Habilidoso com as ferramentas que usava, seu trabalho era meticuloso e perfeito. Mas, ainda assim, todas essas qualidades não foram suficientes para evitar que fosse demitido durante a grande recessão americana de 1930.No mesmo ano, aos 19 anos, Vivien Theodore Thomas foi contratado pelo Dr. Alfred Blalock como zelador de um laboratório que se utilizava de cães para experiementos médicos. Sua atividade? Manter o canil limpo e os cães bem tratados.

Tinha um sonho. A Medicina. Juntou cada centavo que sobrava de suas despesas para pagar sua faculdade.Era negro numa sociedade extremamente racista. E daí? Tinha uma meta e não tirava seus olhos dela. Queria ser médico.Sua paixão pela medicina o tornava curioso, sedento por saber. Encontrou um tesouro no laboratório. Livros, muitos livros de Medicina. Enquanto executava seus afazeres, devorava os livros, o que logo atraiu a atenção do Dr. Blalock.Um dia, voltando do laboratório viu um tumulto em frente ao banco onde depositou suas economias. O banco havia falido levando junto todos os sonhos de Vivien. Ele acreditou que não conseguiria superar a perda.Precisaria recomeçar.No dia seguinte, ao chegar no laboratório, foi testado por seu chefe. Numa argüição surpresa, teve que citar nomes de vários instrumentos que guarneciam a sala cirúrgica. O Dr. Blalock queria mais, precisava de um assistente. Pediu que Vivien pinçasse os tubos de ensaio. Primeiro com a mão direita e depois com a esquerda. Vivien, com segurança, além de pinçar os tubos, conseguiu colocá-los em seus devidos lugares.Foi promovido. Passou a ser assistente nas cirurgias experimentais do Dr. Blalock.Quando Blalock se tornou cirurgião-chefe do Johns Hopkins Hospital, levou consigo Vivien por causa de sua paixão por medicina e habilidade na criação de instrumentos cirúrgicos. Na América racista de sua época, Vivien, que era negro, causava reações discriminatórias nos médicos do lugar ao circular de jaleco branco. Afinal ele não passava de um faxineiro. Vivien Thomas, por ser negro e não diplomado, não podia nem mesmo entrar no centro cirúrgico.Vivien Thomas, de forma autodidata, através da observação, estudo e dedicação, aprendeu e desenvolveu técnicas inovadoras em medicina.O trabalho dos dois direcionava ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de instrumentos para cirurgias cardíacas. O coração, naquela época, era considerado intocável e inoperável. Eles foram os primeiros a realizar cirurgias no coração de pessoas vivas.Um jovem negro desafiou a ciência, demonstrando sua habilidade para cirurgia no maior Hospital dos Estados Unidos, o conceituado Hospital Hopkins.Iniciaram sua pesquisa para a descoberta da fisiopatologia do choque hipovolêmico, mais conhecido como "Síndrome do Bebê Azul". Essa síndrome também é conhecida como Tetralogia de Fallot, onde o coração da criança possui um defeito que acarreta grande dificuldade de oxigenação do sangue, com isso o bebê adquire uma cor arroxeada (cianose) e sofre de falta de ar.Desde os primórdios das suas pesquisas, o jovem Vivien Thomas se destacou.Entretanto, continuava ganhando menos que os técnicos de laboratório. Seu salário continuava sendo o de um zelador. Lutou e acabou sendo promovido.Antes de testar a cirurgia em humanos, os dois precisavem criar em cães os mesmos sintomas. Precisavam criar um desvio numa artéria para reproduzir a doença azul. Depois operariam o coração do animal para solucionar o problema. Vivien e seu mentor conseguiram.Chegara a hora de aplicar a técnica em seres humanos. Desenvolveram o primeiro procedimento invasivo de anastomose em cirurgia cardíaca. O Dr. Blalock repetiria a operação em um paciente humano, com Vivien Thomas de pé num banquinho atrás de si, vendo tudo por sobre seu ombro e dizendo-lhe o que fazer. A cirurgia era considerada de alto risco.Vivien enfrentou a discriminação dos demais médicos. Além de negro, não era graduado. O sonho de cursar a faculdade acabou sendo deixado de lado. Quando quis retomá-lo, percebeu que esperara demais. Todo o seu trabalho e experiência não lhe serviram para eliminar disciplinas e precisaria cursar todos os períodos letivos. Isso levaria tempo demais. Desitiu da faculdade e continuo seu trabalho laboratorial.Thomas, jovem negro que sempre sonhou em ser médico, não levou o mérito das suas pesquisas.Com um limitado grau de educação formal, Thomas lutou contra a pobreza e o racismo para se tornar um pioneiro na área da cirurgia cardíaca e um professor para estudantes que se tornariam os melhores cirurgiões dos Estados Unidos.A parceria durou quase 40 anos e só muitos anos depois o trabalho de Vivien foi reconhecido.Após a morte de Blalock em 1964, Vivien permaneceu no local por mais 15 anos.Somente em 1976, Viven foi condecorado com um título de Doutor Honorário. No entanto, devido a certas restrições, ele recebeu um título de Doutor em Direito e não em Medicina. Vivien também foi nomeado para o corpo docente da Johns Hopkins Medical School como Instrutor de Cirurgia.A História de Vivien Thomas é contada no filme Quase Deuses, parcialmente baseado no artigo jornalístico "Something the Lord Made", escrito por Katie McCabe e publicado no Washingtonian.A história real de Viven Thomas foi produzido em 2004 pela HBO.


Nas salas da escola há uma réplica do retrato de Vivien Thomas encomendado por seus formandos de 1968. Repousa ao lado do retrado do Dr. Blalock .

Vivien Theodore Thomas nasceu em New Iberia, Louisiana, em 29 de agosto de 1910.

 
 
 
 
 
 
Fonte: Blog da Profª Raquel Tinoco
Imagens by Google

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Piada de Segunda (HOJE NÃO)

Peço desculpas aos leitores que buscam a tradicional Piada de Segunda, mas hoje não posso, sinto dor e saudades da minha querida tia Lili, que nos deixou, assim vou falar ...


Da morte

Como compreendê-la?

Se a morte do desconhecido causa horror,
a do amigo, do ente querido dor, temor…
No entanto, ambos cumpriram seu caminho.
Nosso caminho…

Como compreendê-la?

Sem entender a semente, que um dia enfeitou o alto da floresta e
agora joga-se na terra, buscando seu destino.
Nosso destino…

Como compreendê-la?

Sem olhar as estrêlas no céu e nos reconhecer na sua luz.
Nossa luz…

Como compreendê-la?

Se não, abrindo nossos corações para a verdade de que, assim como as sementes e estrêlas, temos conhecimento do mistério: Vida e morte fazem parte da mesma estrada, e
entregando o corpo à terra , libertamos o espírito para voar em busca do Criador.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mariza

Vi no Jô Soares Duas da Madruga, gostei e compartilho; a cantora portuguesa, Mariza, além do "Ó Gente da Minha Terra" teve "Cadeira Vazia" à capela.

Lindo!

Ó Gente da Minha Terra
Mariza
Composição: Amália Rodrigues

É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra
Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar
Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar
Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi
(SOLO)

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi





quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Fair Play

Comparando dois vídeos...
Sem Fair Play:



Com Fair Play:

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Liberdade


Vinte de Novembro Dia Nacional da Consciência Negra, é dia de falar de luta, de resistência e de liberdade, nada melhor do que a poesia do palmarino Jorge Lima, para homenagear Zumbi dos Palmares e seus quilombolas:

Serra da Barriga!
Barriga de negranina!
As outras montanhas se cobrem de neves,
De noiva, de nuvens, de verde!
E tu, de Loanda, de panos-da-costa,
De argolas, de contas, de quilombos!

Serra da Barriga!
Te vejo da casa em que nasci.
Que medo danado de negro fujão!...

Jorge Lima
Poeta e escritor alagoano
3/4/1893, União (AL)16/11/1953, Rio de Janeiro (RJ)





Fotos do Parque Nacional de Zumbi -O Parque Nacional de Zumbi, palco da resistência negra contra a escravidão está localizado no interior da Serra da Barriga, patrimônio histórico nacional, a 5km da cidade de União dos Palmares AL. Foi fundado em homenagem ao líder negro Zumbi que liderou o famoso Quilombo dos Palmares.





























































Créditos:
Imagens:José Marcelo - União dos Palmares/AL


Nota: Retificamos o nome do autor das fotos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Risco ou oportunidade?

Todos nós, os humanos, mais ou menos, sabemos das dificuldades, dos perigos de VIVER...

Transformar RISCO em OPORTUNIDADE é uma questão pessoal.


terça-feira, 20 de outubro de 2009




Clique no banner e conheça esse movimento internacional em prol das

domingo, 11 de outubro de 2009

Gracias a la negra







Adeus La Negra
Quando morre um amigo ou um ídolo, ficamos mais pobres, perdermos, diminuímos…
Nesta semana perdemos Mercedes; fica um legado musical, para nós, música argentina, brasileira, gaúcha…Música Americana ! Latino Americana!
Gracias la negra!




Mercedes Sosa (San Miguel de Tucumán, 9 de julho de 1935 — Buenos Aires, 4 de outubro de 2009) foi uma cantora argentina de grande apelo popular na América Latina. Com raízes na música folclórica argentina, ela se tornou uma das expoentes do movimento conhecido como Nueva canción. Apelidada de La Negra pelos fãs devido à ascendência ameríndia (no exterior acreditava-se erroneamente que era devido a seus longos cabelos negros), ficou conhecida como a voz dos "sem voz".

Ler mais…

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sábado, 1 de agosto de 2009

Abelha Rainha



A noite foi de festa, oitenta anos da Bisa Lelê! Cumprimos todos os rituais, cantamos parabéns, brincamos e dançamos, levamos presentes, bebemos, comemos salgados e bolo, tiramos muitas fotos, até fizemos um filminho e as minhas filhas fizeram o discurso (uma escreveu e a outra leu). Ficamos muito agradecidos à minha irmã Nené que organizou tudo. Estava lindo!

Hoje amanheci meio que poeta, meio que filósofo, me perguntando quem é essa mulher, minha mãe e dos meus cinco irmão, avó e bisavó? Quem é essa pessoa? Fico me perguntando…Quem é essa que chegou aos 80 ? Essa é a mãe que quando sai de casa, disse: “Vai … Que Deus te proteja e, nunca esquece: Faz aquilo que é certo sem precisar que ninguém mande.” Com essas palavras me apontou o norte e me deu régua, prumo e compasso. Fui construir minha vida…
Lelê, nunca me falou da síndrome do ninho vazio, nem da angústia de assistir meus primeiros voos, pelo contrário, toda vez que eu voltava me abraçava e dizia, “filho como estás bonito, como estás bem”, nem uma queixa, nada…Só os braços abertos; eu podia ir e voltar a vontade! Hoje, quando volto ela diz: “ Ah meu filho a mãe estava saudades…” Assim, como a dizer; “agora que tenho oitenta posso confessar minhas saudades..."
Essa é a Lelê, um exemplo !





O discurso das netas.
Era uma vez uma menina. Ela viveu há muitos, muitos anos atrás, foi a mais singela, doce e pura mulher que já existiu.
Certo dia, um anjo entrou pela janela de seu quarto e lhe fez uma maravilhosa revelação: Ela seria a mãe de Jesus, filho de Deus. Estarrecida, a menina disse a frase mais bela, simples e ao mesmo tempo forte e corajosa já proferida: “Eis-me aqui a serva do Senhor!”, e com essas palavras deu seu sim incondicional à Deus.
Maria não foi apenas a mãe de Jesus, foi e é, mãe da humanidade, exemplo de mulher para todos os seus bilhões de filhos. Doce, amável, silenciosa, orante, pura, dedicada, forte, bondosa, carinhosa, as qualidades são tantas que é impossível listar.
Mas estamos hoje aqui para falar de outra menina, que assim como Maria, é singela, doce e amável como poucas. Chamada Letícia, filha, irmã, amiga, mãe, avó e nos últimos anos, conhecida por Bisa Lelê.
Essa adorável menina tem uma bela história de dedicação, amor e afeto. Boa filha, boa esposa e mãe, criou seus seis filhos com imensa dedicação. Hoje, ainda exerce a arte de ser avó e bisa, como aquelas dos livros, sempre pronta a fazer um carinho ou um agradinho a seus netos e bisnetos.
Quem de nós nunca a ouviu dizendo: tu és a mimozinha da ; ou então: Meu filho como estás bonito; ou ainda: a reza todos os dias por ti.
Caros amigos, hoje com certeza é um dia para comemorar e agradecer à Deus, não só por nossa matriarca, ou abelha rainha, como certa vez , ela mesma se intitulou, estar comemorando 80 anos, de uma vida muito bem vivida.
Mas, também e principalmente, por nós, agraciados pelo convívio com essa menina, termos podido durante todo esse tempo, sentir o amor, a ternura e o carinho de Maria através dessa mulher que é um exemplo de virtude e de amor.
Obrigada!!!